A minha vida caminhava por linhas sinuosas e não havia sinal de iluminação em nenhum dos pontos. Perguntas, conclusões precipitadas, desencontros... eram muitos controversos acontecendo juntos.
Ninguém fazia idéia do quanto eu me esmerava e me sacrificava para fazer tudo fluir perfeitamente. Uma batalha diária e recompensadora se houvesse reconhecimento no fim.
Eu não tenho mais saúde para contornar a situação sempre. Agora eu só quero ver a minha vida caminhar como um riacho fluindo naturalmente por entre os meandros. Contornando-os e superando-os sem perder o rumo, a vontade, a fluidez. Simplesmente fluindo até ganhar o oceano.
Eu tinha sede de liberdade atualmente. Queria somar a mim somente o que me impulsionasse para frente. Nada do que me prende ou retém é útil.
Precisava não só fluir como um riacho, como levantar vôo junto das aves de rapina. Eu tinha sede de plenitude. Queria ser submissa a uma onda de felicidade sem contestações, queria aceitar tudo o que fosse bom e me motivasse e excluir todo o resto.
Eu queria saúde, ar fresco no rosto, um céu azul e andar de mãos dadas com a outra metade de mim.
Completar-me em mim mesma e viver de crises apaixonadas pela minha própria alma. Queria transpirar luz. Infestar as pessoas ao redor de positivismo, espalhar bonança, exatamente como faz o rio. Do contrário nada!
Chovia muito nesses últimos dias. Chovia em mim nesses últimos dias. A chuva chovia no riacho que havia em mim e eu transbordava minha alegria.
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