Hoje assistindo Sex and The City, comecei uma reflexão profunda. Como habitualmente fazia.
Carrie e Mr Big tinham encontros e desencontros frequentes em meio a namoros e casamentos com terceiros. Raramente estavam somente para si próprios e quando estavam não sabiam como se encontrar, mesmo estando um bem ao lado do outro.
Possuíam uma relação conturbada, cercada pelas inseguranças dele e exigências dela. De um lado a mulher sensitiva permitindo que o homem a magoe, do outro um homem afugentado pelas exigências femininas. Uma eterna queda de braço.
Carrie e Mr Big tinham um elo que os mantinham sob a atmosfera um do outro, misteriosamente. Impossível não notar o magnetismo entre eles vibrando intensamente a cada olhar. Repentinamente, me lembrei do que fizera no Dia dos Namorados do ano passado, providencial. Estava eu, no cinema com o meu Mr Big, assistindo Sex And the City, o filme. Assustadoramente tudo fez sentido.
Minha vida revelara-se diante de mim como a cópia mal acabada de um seriado de sucesso que eu adorava. Não importava qual seria a trama da minha vida porque eu sabia quase que instintivamente qual o futuro que me aguardava. Estava estampado na minha memória.
Nós estávamos entrelaçados de uma forma profunda, muito além de qualquer entendimento e era justamente isso, o que me mantinha calma no decorrer dos dias. O meu Mr Big não podia ir para muito longe porque era substancialmente atraído pelo meu campo gravitacional, assim como eu era pelo dele.
Simplesmente nos pertencíamos.
Por mais que fugíssemos, nossos destinos estavam traçados. Aliás, mais que isso, predestinação. Bastava aprendermos a contornar nossas diferenças e resolver nossos problemas. O mínimo esforço daria conta disso depois, por enquanto vou me abster sobre um copo de Matini e esperar que Deus cuide do resto, como sempre.
Não se mostrava difícil enxergar a vida sem ele. Eu simplesmente havia me acostumado, não sem dor.
Assim como Carrie, depois de muitos tropeços e tombos, aprendi a me equilibrar do alto dos meus saltos e refazer minha maquiagem. Enquanto me distraía sobre a superfície plana do espelho, esquecia que havia um coração batendo solitário no meu peito.
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