quarta-feira, 17 de junho de 2009

"Não havia no mundo dor maior do que essa minha.
Uma tristeza profunda, quase bonita.
Um azul contaminando meu peito, dilacerando-o.
Ai de mim que amo em demasia

Não mais que uma simples lágrima
Escorrendo das faces
Não menos que cravado nas costas um punhal
Uma dor pura e sem disfarces

Uma dor minha e somente minha
Que eu amava tanto quanto meu castigador
Não havia sentido em nada daquilo
E mais doce que tudo, minha dor"

T. Hartmann

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