quarta-feira, 17 de junho de 2009

Entre a Cruz e a Espada

Eu estava tão nervosa quanto podia parecer. Sentia os pêlos da parte de trás da minha coxa se eriçando e rapidamente o arrepio se manifestava pelo resto do corpo até se concentrar na minha barriga.
Parecia ter algo entalado na garganta seca. A respiração mantinha-se irregular.
Eu não sabia o que esperar, ele era tão imprevisível quanto a direção dos meus arrepios, sabia apenas que hoje seria definitivo. A divisão das águas como costumam dizer por aí. Estava com medo. Apavorada, talvez. As lágrimas insistiam em se acumular nos cantos dos olhos e eu insistia com elas que não deveriam se mostrar tão impacientes.
“Deus, ajuda-me!” somente nisso conseguia pensar e não havia mais nada para deter minha aflição. Eu tinha ojeriza da idéia de rejeição, minhas mãos suavam frias e trêmulas, mas pior que isso era ter que encarar a vida sem ele.
Ele que era o brilho de tudo quanto eu pensava. Ele que era a própria divisão de águas da minha vida. O que eu iria fazer da minha vida sem ele?
Eu não tinha forças, não ia poder suportar isso, não hoje, não agora. Talvez nunca mais!

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