quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Semente

Eu tentava me manter absorta em meus pensamentos e nas minhas maiores distrações, que atualmente eram ler livros e ouvir música, para não me concentrar na vontade inescrupulosa que tinha em fazer coisas erradas.
Eu não queria reagir por impulso, especialmente quando os impulsos vinham de um sentimento bem pior do que o ódio. Um sentimento vindo de dentro dos abismos sombrios que habitavam em mim. No geral, eu era uma pessoa boa, mas não sei até que ponto resistiria até sucumbir e deixar que toda aquela sombra dominasse minhas atitudes.
Eu esperava no mínimo agir com frieza e auto-controle e isso só se adquire fazendo o hábito nascer de dentro pra fora. Questão de plantar a semente e deixar brotar.
Atualmente, vejo que as ervas daninhas estão me infestando, mas não era isso o que eu queria pra mim. Queria uma roseira imensa de botões vermelhos. Queria a intensidade e a beleza puramente concentradas. O cheiro doce e constante.

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