Pessoas indo e vindo, durante a festa ouve-se murmurinhos "deixa ela ali", "ela não pode perceber", "Filha, o Papai Noel já vem!", "Já deixaram o presente sob a árvore?".
É este é o Natal. As pessoas sorrindo nas ruas e cumprimentando umas as outras. Acenando com a cabeça aos desejos de felicidade. Emocionando-se com presentes. Natal é a espera.
Espera por alguma coisa que nunca vem, pra nós que já somos grandes.
Desejamos no Natal que as pessoas melhorem, que os dias sejam sempre ternos, que o mundo resgate a honestidade e que todos sejamos efetivamente mais humanos, mas não sei até quando nos lembramos desse desejo.
A meia noite vai chegando, os presentes adequadamente embrulhados estão sob a árvore, é hora de chamar as crianças. Pouco a pouco as embalagens são rasgadas, primeiro a amarela com desenhos de todos os tamanhos de ursinhos e então revela-se um jogo de quebra-cabeças. Agora é a vez da caixa maior, um embrulho azul com vários smiles de todas as cores estampando o papel, uma boneca da Princesa Cinderela. O sorriso vai se alargando pelo rosto da criança e não há nada mais gostoso do que deixá-la feliz.
Vê-la daquela maneira, sentada sobre o sofá, com o cabelo levemente loiro liso com as pontas cacheadas, caindo sobre os ombros branquinhos de sua pele, uma roupa rocha de estampas de florezinhas um chinelinho da Hello Kitty que ela mesma teimara em usar porque também era rocho e combinava. Hoje era Natal, por que não lhe fazer um agrado?
Crianças são realmente o símbolo do Natal pra nós que já somos grandes. São o símbolo da pureza, da autenticidade, da alegria, do amor gratuito sem cobranças.
Quando somos grandes o nosso Papai Noel são as crianças e nossa felicidade vai se recompondo à medida que sorriem porque seu sorriso passa a ser o nosso presente de Natal.
Ainda bem que há o Natal pra nos lembrar de que ainda temos que ser pessoas boas.
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