Sabe quando temos um sentimento forte e totalmente indefinido no peito? Pois bem, eu não sei o que fazer com ele!
Às vezes sinto que é paixão, às vezes amor, às vezes decepção, às vezes nada. Mas sempre incomoda e machuca. Arde por dentro. Como se houvesse um carvão em brasa entre meus pulmões me sufocando de tanto incômodo. O pior é que tudo isso tem um motivo, uma razão e uma única causa, só que a culpa é minha.
Minha, porque dou mais importância do que deveria, porque se eu fosse mais racional do que emotiva nada disso doeria, mas eu não sou.
Sou a última das românticas, como diz um grande amigo. Sou intempestivamente patética. Não há romantismo no século XXI e só eu não percebi.
Não percebi porque perco tempo demais lembrando do sorriso e do olhar. Lembrando de como me sinto boba ao lado dele com o raciocínio comprometido, como se faltasse gravidade ao redor e o ar rarefeito. Como se tudo que eu conseguisse respirar fosse o cheiro dele. Um cheiro levemente amadeirado, desconcertante. Um cheiro que mora em meus pensamentos. Impossível esquecer.
Não fosse o bastante achá-lo especialmente lindo e desejável, ainda sou obrigada a admirá-lo. Admirar pela inteligência e pela capacidade que tem de tornar tudo simples, porque tudo parece absurdamente fácil pra ele.
Admirar pelo tenebroso mau humor quase que constante e ainda assim curvar a ponta da sobrancelha e continuar sendo absolutamente agradável, pra mim. Admirar por toda aptidão que possui e usufrui disso com maestria.
Admirar porque não tem como ser diferente.
Interessante como mantê-lo vivo em meus pensamentos combina perfeitamente com as lágrimas se acumulando em meus olhos. Interessante como recordar momentos felizes incentiva ainda mais a ardência do carvão em brasa no meu peito.
Interessante como querer esquecer dele me torna totalmente impotente.
Interessante como minha vida longe dele não tem a mínima graça.
Mas talvez seja adjacente o interessante. Seja simplesmente doentio.
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