Eu não sou uma pessoa interessante. Sou esperta, mas não interessante.
Não leio livros da literatura portuguesa, nem brasileira. Na verdade livro de literatura dos bons, o único que li foi “O Morro dos Ventos Uivantes” que é inglesa. Nenhum outro.
Nada de Clarice, nem Machado, nem Fernando. Alguma coisa de Sócrates e Shakespeare. De Camões muito! Mas nada que se diga “Nossa como a cultura literária dela é vasta”. Não, não é!
Na escola eu não lia nenhum dos livros obrigatórios, mas sempre fui apaixonada por Português, por isso digo que escrever bem é fruto de boa leitura, no entanto, escrever atraentemente é um dom.
Eu gosto de ler e escrever, gosto de fazer as pessoas se emocionarem. Cartas, já perdi as contas de quantas dediquei e a quantas pessoas foram, sei apenas que cada uma foi escrita particularmente e carinhosamente. Cada sentimento singular, sem misturar nada dentro de mim. Cada qual tem seu espaço e suas palavras, jamais confundiria nenhum deles.
Talvez eu não seja interessante, literalmente falando, mas emocionalmente sou um oceano profundo e azul de interesses. Nada que sai da minha boca pode ser mais bonito do que trago na alma e isso não é um dom, é uma dádiva.
Não me esforço para mostrar o que não sou. Simplesmente sou! Digam o que quiserem, pensem e me pintem das palavras e cores que lhes for conveniente, para mim nada basta mais que deitar a cabeça no travesseiro e dormir o sono dos justos.
Como o oceano, sou vasta e azul. Nada do que acontece me abala profundamente. Sou aquilo que se vê nada mais nem menos.
Esforço não faço e nunca fiz para nada. Ou as coisas caem no meu colo, por sorte, como sempre foi, ou não acontecem. Assim como pro mar, ou vamos até ele, ou não vemos!
Mas o que importa mesmo, é minha cultura literária debilitada.
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