quinta-feira, 4 de junho de 2009

Idas e Vindas

Levando em consideração que sempre falo das partidas, mas nunca das chegadas, resolvi investigar o motivo e cheguei à conclusão: quando ele chega, eu fico tão feliz que esqueço do resto.
Naquela noite de Maio, cheguei ao aeroporto de Cumbica, pontualmente às 21:00 para aguardá-lo. Qual não foi minha surpresa, constatei não ter o nome da empresa, pela qual viria seu vôo e muito menos seu número. Prontifiquei-me a checar vôo por vôo tentando localizar os que vinham de Brasília.
Havia vários horários e empresas. Decidi permanecer no desembarque da Gol, o primeiro vôo chegaria às 21:30.
Esperei. Todas as pessoas desembarcaram e ele não estava lá. Sai desse portão em direção ao desembarque da TAM, praticamente do outro lado do aeroporto, e pelas atualizações dos vôos teriam dois no mesmo horário de desembarque às 22:40, um pela TAM e outra pela Gol. Resolvi esperar ali mesmo enquanto ligava em seu celular e caía sempre na caixa postal.
Isso me tranqüilizava, pois enquanto acontecesse significava que ainda estava voando e que eu não estava no portão incorreto - pelo menos não por enquanto.
Eu checava as horas de minuto em minuto no meu celular, o tempo parecia se arrastar. Estava inquieta. Não dava para ficar parada. Andava de um lado para o outro do saguão, observando sempre as grandes portas de vidro da seção de desembarque.
Foi quando percebi uma aglomeração. Chequei as horas novamente, deveria ser o desembarque de seu vôo, nesse momento uma leve certeza instalava-se em mim.
Ocupei um lugar nas cadeiras de espera, atrás de um vaso de um mini-coqueiro. Dali eu podia observar tudo, mas ele dificilmente me veria.
Cada pessoa que saía fazia meu coração pular mais rápido no peito. Era estranho como depois te tantos anos eu ainda sentia a mesma coisa na iminência de vê-lo.
Então, era ele. Lindo, de camisa azul, mochila nas costas, calça jeans e sapatos pretos. Lindo.
Fiquei observando-o por alguns segundos antes de me apresentar. Observando seus olhos percorrerem os arredores, tentando me encontrar.
Levantei-me e sai em disparada em sua direção. Quando ele me viu, baixou a cabeça com um sorrisinho nos lábios, de certo não gostara do meu chapéu.
- Do que está rindo? – perguntei corando levemente.
- Esse seu boné. Não gosto disso. Não tem nada a ver com você. Você é toda bonequinha. Gosto de você assim.
Então eu ri com ele. Entrelacei meus dedos nos dele, debrucei meu rosto em seu ombro enquanto andávamos, assim podia sentir seu cheiro. O cheiro do perfume que eu lhe dera.
Agora que estava ao seu lado, parecia que tudo em mim transformara-se em calmaria. Um suspiro de alívio fugindo dos meus pulmões, o sentimento de plenitude no peito. Era terreno cada sentimento que me invadia, exceto o desejo absurdo de beijá-lo incansavelmente. Dos meus olhos uma centelha de admirações.
Ele estava ali, ao meu lado, perfeito por si só. Em um lugar seguro, enquanto pertencia aos meus braços.

3 comentários:

André Ucci disse...

e se passasse uma formiga no canto direito da sala, ao lado da maquina de refrigerantes (se houvesse), certamente que vc observaria tbm.

André Ucci disse...

ps: oq vc tem contra meus detalhamentos?????

psR: eis o detalhe q vc nao pegou.. nao eh contra.. eh a favor =phypes

André Ucci disse...

nossa.. haha.. saiu o q eu digitei no trem aki do lado ali no texto =[

bad bad server.. lazarento.. rs