Mesmo que eu pudesse ignorar o ódio, o sentimento de vingança e o desejo de morte, eu não poderia irgnorar minhas próprias feridas. Os vincos indigestos nas minhas lembranças, sangram os espaços vazios na minha alma.
Eu sabia exatamente de quem era a culpa e queria esfregar na sua cara todas as minhas vitórias. Matá-la seria ridiculamente fácil e não haveria prazer nenhum nisso, meu gosto era vê-la sofrer tudo o que podia e até o que não podia. Era um sentimento indescritível saber que ela chorava por decepção, por minha causa. Eu adorava representar tanto para ela. Tanto de ruim.
Todo o sofrimento pelo qual passei me tornou uma pessoa mais fria e calculista e é revigorante ser o que me tornei. Claro, que como qualquer pessoa eu tenho meus dias de melancolia, minhas depressões e fraquezas mas a violência dos meus sentimentos faz com que tudo seja recompensado.
Suas proibições eram a prova veemente do quanto eu a abalava e eu ria comigo mesma. Era como numa tempestade, onde todos correm pra seus abrigos e eu fico na chuva pisando nas poças lamacentas, me divertindo com o meu cabelo embaraçado da chuva.
Violência. Era essa a palavra que definia tudo em mim. Cada sentimento, cada pensamento. O desejo, simplesmente profundo e tangível, estancando cada vinco da minha alma.
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Um comentário:
o odio eh construtivo.. o perdao, jamais =]
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