segunda-feira, 30 de março de 2009

L'amour

O amor existe e fim.
Para amar não há necessidade de prepostos, apresentações, parágrafos e vírgulas. Para amar não se torna necessário nada além do coração solitário.
Amar não exige cultura, distração, canção, luar, companheirismo. O amar existe e fim.
O amar trás pra vida a necessidade do resto das coisas, por isso amar é o princípio de tudo, o fato gerador do impulso que se torna o viver. Amamos e queremos compartilhar, daí vêm letras, poesias, músicas, livros, o coração unitário, não mais solitário.
Unitário porque torna-se dois em um, deixa de ser um só para ser dois no mesmo.
Ai de mim que me criei tão sensível ao sentimentalismo. Chama-me irritante, interessante, não ligo. Chama-me. Toma-me. Tenha-me. Seja eu e fim.
Amar não se vê no colecionar de ímpares, amar vê-se no olhar dos pares andando de mãos dadas. Que tanto fizeram Chico, Caetano, Camões, Fernando... e não explicaram o sentido do amor, não me atrevo eu.
Amar não é o explicar. Amor existe e fim.

Um comentário:

André Ucci disse...

Pra mim não existe, mas quem sabe amanha? rs