quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Blues...

Olhar fixamente seus olhos, mesmo que por foto, me trazia uma paz indescritível. Suas lembranças invadiam meu peito, abrindo todas as feridas que agora, latejavam.
Seu cheiro invadia cada momento de tudo o que eu vivi. Ouvia a saudade ruidosa, como um gato no cio, sobre o telhado.
Era sufocante ter todas essas emoções no meu peito, balançando meu coração ao ritmo de um blues melancólico.
O meu sentimento era uma coisa que eu não podia descrever. Era um querer sublime e cotidiano, como o amanhecer suave por entre as nuvens das 7:00hs da manhã. Deixando o Sol nascer sem pressa observando os primeiros raios furtivos e delicadamente calorosos, iluminarem meu rosto.
Era reconfortante guardar esse sentimento por alguém como ele. Alguém que merecia realmente cada uma de minhas lágrimas, que merecia meus pensamentos mais tranqüilos.
Meu peito era exatamente como o mar logo após a tempestade. A urgência passara, mas a intensidade seria sempre a mesma.
O que eu sentia por ele, jamais entenderia. Era inconcebível até para minha própria mente. Era quase como uma doença daquelas que nos deixa acamados, e eu até gostaria disso, pois poderia parar a vida só para ficar pensando nele.

Um comentário:

André Ucci disse...

estava eu vendo fotos antigas até agora.. gozado como elas sendo um instante parado e passado, correm tao presentes por nossa mente.. é a visao que temos hoje, de algo que ja foi.. por isso pode ser tao menos, ou tao mais.. mas nunca o mesmo que era, lá naquele instante.. la naquela hora da foto..