sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Beleza Paulistana

Atravessava o saguão do metrô com passos decididos e uma postura impecável. Seu caminhar era tão delicado quanto ela própria, era evidente toda a sua classe.
No rosto não havia nenhuma expressão em especial, estava apenas séria, os olhos cobertos por seus óculos Ray Ban morrons. Os traços leves de seu nariz e queixo, os cabelos loiros quase brancos ao Sol, faiscavam leves tons prateados. As pessoas que por ela passavam, não deixavam de olhar admiradas. Sua beleza era realmente desconcertante.
No caminho, cumprimentara todos que conhecia com um sorriso terno e sincero. Seus dentes brancos e perfeitos formavam um sorrir angelical. E todos que retribuíam o sorriso certamente pensavam que diante da simpatia, sua beleza não era tão significante. Era impossível não admirá-la.
Ainda em seu caminhar, a leve brisa da manhã, balançava seu cabelo reluzente. E ela observava tudo como se nunca tivesse visto aquela cena.
Atravessar a Praça da Sé pela manhã era uma rotina infalível, mas o céu azul nem sempre estava à mostra. Parou por um momento, removendo os óculos da face. Seus olhos estavam maqueados escuramente, e o realce azulado do olhar era inquietante, até o céu teria inveja.
Ela deixou que o calor da manhã aquecesse seu rosto, ainda mais branco sob o Sol. Por um breve momento, fechou os olhos, erguendo os cantos da boca num riso, uma expressão de prazer suavizando seu rosto.
Não havia nada que pudesse ser comparado com essa visão. Ela era linda não somente como uma pintura, era quase como uma flor, onde seu aroma atraente podia facilmente ser confundido com sua alma.

Um comentário:

André Ucci disse...

gente.. vc escreve tao bem q eu sinto até o chao gelado, se por ventura eu estivesse lendo de pés descalços.. =]