Não há uma coisa específica que me faça sentir o ódio que eu sinto, e que peço insistentemente a Deus, para curar. Me prostro ao chão, ergo as mãos para o céu e oro: Deus, dai-me somente o que mereço. Tira de mim o que não quero sentir. Clareia minha vida, faz de mim instrumento do seu amor infinito. Deus não me dê provações apenas, me mostre o sentido delas. Me faça enxergar o que é bom e ruim pra mim. Deus me faça somente seguir pelos caminhos que devo. Guia-me Senhor! Abra meus olhos e deixa-me ver.
Eu sei que em algum lugar Deus está, e Ele olha pra mim. Sei que Ele sabe de toda dor que eu sinto, sei que Ele vê tudo pelo que estou passando e sei que Ele faz de mim uma pessoa mais forte a cada degrau que subo na vida.
Mas hoje a dor que eu sinto é bem mais forte do que um soco na boca do estômago. A dor que eu sinto é como se alguém tivesse enfiado as mãos por entre as minhas costelas e arrancado-nas de mim. Tivesse deixado meu coração à mostra pulsando desesperadamente num ritmo que eu não queria obedecer. A dor era maior do que tudo o que eu queria sentir. Era uma mistura de ódio com frustração.
Eu não conseguira entender o porquê de tudo aquilo. Não faz sentido amar uma pessoa, essa pessoa amar você e vocês não viverem felizes juntos.
Claro que o amor não é tudo num relacionamento, mas é a base. Sobre ele construímos o que precisamos. Não há base mais sólida do que o amor verdadeiro.
Mas então as coisas saem do eixo como um trem desgovernado e sai levando tudo o que há ao redor. Leva a esperança, a felicidade, leva o sorriso à toa que ficava no rosto despreocupado. Leva os momentos íntimos... Leva.
Deixa simplesmente uma área gigantesca devastada, um buraco. Era um buraco na minha alma que ardia intensamente. Eram as minhas costelas arrancadas, expondo meu coração pra quem quisesse fazer troça dele.
Tem coisas que simplesmente não fazem sentido, mas por outro lado, nem precisam. As pessoas inventam as justificas de que necessitam para se fortalecer nas suas decisões. Sejam essas justificativas coesas ou não.
Não há porque ser verdadeiro no mundo que vivemos hoje, as pessoas não se importam, o que importa é a conveniência.
O romantismo se fora há séculos e eu não via que não fazia sentido algum continuar teimando.
Deixa que o trem leve o que tiver que ir embora, enquanto isso eu vou ficar aqui me esforçando para restabelecer o mesmo vazio de sempre.
Sem emoções fortes, sem choro, sem amor nem dor. Somente o vazio, aquele que há muito me acompanha.
Vazio.
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