domingo, 18 de janeiro de 2009

Vulnerabilidade

As pessoas costumam facilitar as coisas. Pra quê a conversa se podemos simplesmente descobrir o que os outros pensam e sentem? Se podemos facilmente descobrir senhas de todas as coisas de uma determinada pessoa e fazer parte de seu mundo virtual, aliás, melhor que isso, SER a pessoa nesse mundo virtual.
Eu não entendo uma centena de coisas, mas o que eu menos entendo é porque as pessoas escolhem se magoar. Eu me considero uma pessoa extremamente acessível, não tenho problema nenhum com diálogos, desde que colaborem com ele. Não tenho problemas em criar teses, em respeitar a opinião dos outros, mas quero também que respeitem a minha.
Quero também que as pessoas respeitem a minha privacidade. Se querem saber de mim e da minha vida, eu tenho telefone em casa, tenho celular, tenho endereço fixo, posso receber e-mails, tenho msn, orkut e mais que tudo, eu adoro falar. Então simplesmente converse.
Claro que eu não defendo o fato de que tudo tenha uma lógica, mas também não vejo problema em analisar os fatos.
Somos todos humanos, somos invadidos por sentimentos todo tempo. Não somos obrigados a ter o mesmo tipo de postura sempre. Eu sou à favor da mutação, pra que sermos convencionais?
A onda agora é a vulnerabilidade. Já reparou que nenhum segredo é 100% seguro? Já percebeu que as pessoas vulneráveis são as mais acolhidas e mais respeitadas? Sabe por que? Porque as seguras de si não precisam de amparo. É isso o que eu tenho analisado ultimamente.
Bom, esse aqui é simplesmente um desabafo completamente distinto do resto de tudo o que já escrevi aqui.
Eu simplesmente não entendo centena de coisas, mas também não desisti de entender. A mente humana se não é doentia, é no mínimo irracional.

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